Após a Trindade (Batman, Mulher-Maravilha e Superman) se reunir em Batman Vs Superman, Liga da Justiça chega com a missão de trazer às telas do cinema a maior equipe de super-heróis da DC; e faz bem feito!

O filme traz como pano de fundo as consequências de um mundo sem Superman. A depressão de uma sociedade que perdeu a maior fonte de esperança e que vive o desespero imediato de uma nova ameaça, que tem como objetivo trazer o medo e conquistar a Terra.

O Lobo da Estepe, antagonista do filme, talvez seja o ponto mais fraco do filme. Em poucos momentos, o vilão de Liga da Justiça se mostra ameaçador de fato. E, convenhamos, perto do Superman, se torna quase insignificante.

 

Perdeu alguma coisa?

/ O reecontro em Liga da Justiça

Após Batman VS Superman, fica evidente a culpa que Bruce Wayne sente pela morte de Superman. Em Liga da Justiça, vemos o homem-morcego com certa ânsia em traze-lo de volta. Isso, inclusive, mostra uma dependência quase que religiosa e incômoda, mas que não muda a experiência do filme.

Quando ambos se reencontram, temos, talvez, o momento mais feliz do filme, no sentido de acerto. A forma que é construído, não só o encontro com Batman, mas com todos os outros heróis, deixa claro por que Superman é um ser ímpar. E que o lado da balança sempre vai pender a favor dele.

/ A dupla dinâmica: Flash e Ciborgue

O alívio cômico fica por conta, principalmente, de Barry Alen, um cara atrapalhado, ainda aprendendo a lidar com o imenso poder que tem. Por outro lado, temos Victor Stone, ex-promessa do futebol americano que, após um acidente, vira uma maquina relutante com crise de identidade.

Quando estão em cena juntos, essa diferença entre personagens cria uma simbiose muito interessante. Um sisudo, o outro brincalhão. Um que entende a gravidade do problema, o outro que não perde a piada. São duas das melhores coisas do filme.

/ A linhagem real: Aquaman e Mulher-Maravilha

Aquaman sempre foi um dos personagens mais fortes da DC. Por conta do desenho animado Super Amigos, ele entrou num processo de chacota gigante. Piadas referente a isso são feitas no filme, mas seria impossível de ser retratado quando Jason Momoa dá vida ao rei de Atlântida. Arthur Cury badass não mede a pose de valentão, dono do próprio nariz e com excelentes tiradas. É um rockstar dentro de um grupo onde a moral tem de ser inquestionável. Além disso, ele mostra toda a força de rei dos mares, com uma boa sensação do filme que veremos em 2018.

Já Diana Prince foi bem estabelecida após o sucesso do filme solo. Em Liga da Justiça, a fórmula volta a se repetir, o que é muito bom, mas falta uma novidade. E vê-la lutando em pé de igualdade com todos é sempre muito bom.

 

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/ O Futuro da Liga

O futuro é promissor. Liga da Justiça faz lembrar o desenho animado que passava todas as manhãs nos programas do SBT, mas com um frescor bom para novos rumos do Universo DC. Destaque para o Flash. Com certeza, a supresa mais positiva do filme.

A formação da Liga traz um bom futuro para os filmes da DC. Perspectivas interessantes se mostram após esse filme. Muito por Superman, que finalmente teve o tom acertado; Aquaman carismático e uma dupla muito bem construída entre Flash e Ciborgue. Liga da Justiça consegue empolgar o mundo da DC como nenhum outro filme da franquia conseguiu fazer.

Liga da Justiça
Direção: Zack Snyder
Elenco: Henry Cavil, Ben Afleck, Gal Gadot, Erza Miller, Ray Fischer.