Filhos são a coisa mais maravilhosa do mundo. Isso não é papo de quem quer convencê-lo a se tornar pai, acredite. Não há nada mais agradável e satisfatório do que passar o máximo de tempo que puder ao lado de seu rebento. E, agora, a ciência descobriu que isso afeta não só as emoções da criança, mas também o quociente intelectual.

Cientistas britânico avaliaram a relação de 128 pais com filho aos três meses de idade: o tempo que passavam juntos, como interagiam, brincavam, etc. Depois de dois anos, esse mesmo grupo foi submetido a novos testes, dessa vez focados no desenvolvimento mental dos pequenos durante todo esse tempo. As crianças que passaram o máximo de tempo possível ao lado dos pais tiveram melhores resultados de raciocínio lógico.

Apesar da pesquisa não ter sido conduzida para entender uma causa-efeito entre a relação do pai com um filho, os pesquisadores foram convictos ao dizer que a interação entre ambos é um fator essencial no desenvolvimento intelectual da criança. E os resultados foram encontrados tanto em meninos como meninas.

/ Desenvolvimento intelectual dos filhos

De acordo com Paul Ramchandani, professor do departamento de medicina do Colégio Imperial de Londres (Inglaterra), essa interação pai-filho pode prever positivamente o desenvolvimento cognitivo da criança para os anos futuros. “Nós também descobrimos que filhos com pais mais sensíveis, calmos e menos ansiosos, que promovem leituras de livros, por exemplo, são mais atentos, sociáveis, focados e capazes de resolver problemas, além de demonstrarem mais habilidade com idiomas”, contou Vaheshta Sethna, co-autora do estudo.

Em um outro trabalho, pesquisadores da Universidade de Sevilla (Espanha), em parceria com a Universidade de Londres (Inglaterra), investigaram como os homens distribuíam o tempo diário entre trabalho, lazer e cuidado com os filhos. O resultado foi que os pais dos anos 2005 passavam sete vezes mais tempo do que aqueles que tiveram bebês na década de 70. E isso se deu, entre outros fatores, a liberdade econômica das mães, que passaram a ter uma função financeira mais atuante na família, o que permitiu aos homens passarem mais tempo com os filhos.

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Uma pesquisa realizada com 5 mil jovens descobriu que a ausência do pai na vida de um filho pode afetar o DNA, em especial o telomero, que protege as células. Danos nesse nível já são relacionados a envelhecimento precoce e desenvolvimento de câncer.

Outro trabalho, dessa vez publicado em 2015 no The Academy of Management Perspectives sugere que homens que trabalham e passam um bom tempo com os filhos estão mais satisfeitos com a carreira do que aqueles que não dão tanta atenção à família.

E não para por aí. A Universidade do Estado da Pensilvânia (EUA), em 2012, descobriu que pais presentes fazem os filhos terem mais auto-estima, já que as crianças entendem que, apesar da rotina, elas são ponto importante na vida do homem.

Para finalizar (e encorajar você a dedicar bastante tempo a seu filho), vale citar o estudo realizado pela Universidade Yalle (EUA), que constatou – em 2014 – que ficar grudado na cria reprograma sua massa cinzenta. O cérebro prioriza o lado emocional e a capacidade de exercer várias tarefas, além de melhorar a memória.

Ou seja, não abra mão do tempo com seu filho.